Papo Delas SobreIsso#01 – Museu Histórico Nacional
Cafeína 4 de setembro de 2018

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Eu deveria ter escrito esse texto antes, usado o espaço que tenho para recomendar que todo mundo que tivesse oportunidade fosse visitar o Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Eu deveria ter dito que esse museu era a mais antiga instituição científica do Brasil e um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas.

Seria fácil te convencer a visitar, se você gosta de história ia ficar empolgado de saber que o museu localizava-se no interior do parque da Quinta da Boa Vista, estando instalado no Palácio de São Cristóvão, uma linda construção em estilo neoclássico. E que foi nesse edifício que Dom Pedro I foi criado e onde Dom Pedro II nasceu. A família imperial Brasileira viveu por lá até 1889 e antes de virar lar do museu nacional em 1892, o prédio sediou a Primeira Assembleia constituinte Republicana. Aliás, essa não foi a primeira casa do museu, ele foi criado em 1818 e ficava no Campo de Santana.

 

Crânio de Luzia, batizado com esse nome pelo professor e arqueólogo Walter Alves Neves, em uma referência a Lucy o fóssil de 3,5 milhões de anos encontrado em 1974 na Etiópia. Fonte: Escola Educação

Assim que chegassem eu tenho certeza que iriam me agradecer, o museu abrigava um vasto acervo com mais de 20 milhões de itens. Possuía uma das maiores bibliotecas especializadas em ciências naturais do Brasil, com mais de 470.000 volumes e 2400 obras raras. Eu queria ver a sua cara quando ficasse de frente com o ser humano mais antigo achado até hoje no Brasil. Apelidada de Luzia, que viveu em MG há cerca de 12 mil anos. Fique sabendo que lá também estavam 750 peças da coleção de arqueologia clássica abrangendo majoritariamente as civilizações grega, romana, estrusca e italiota. E a maior coleção de arqueologia egípcia da América Latina e a mais antiga das Américas, somando mais de 700 itens.

 

Quando descobri que o museu abrigava um conjunto de aproximadamente 1.800 artefatos produzidos pelas civilizações ameríndias durante a era pré-colombiana, fiquei pensando em como seria incrível ver tudo isso, infelizmente, não deu tempo. Eu não cheguei a te dizer o quando o Museu Nacional era incrível, mas eu espero que você tenha tido a oportunidade de conhecer. Caso não tenha tido, aproveite o momento para pelo menos entender o quanto esses espaços são importantes.

Eu já vi museus pequenos e grandes e na maioria deles sempre existe muita força de vontade nas pessoas responsáveis pelo espaço. Eu já vi detalhes de um belo prédio tombado serem colados com fita crepe.

Pensar em tudo que se perdeu no Museu Nacional do Rio de Janeiro, causa um nó na garganta, mas o que mais me aperta o peito é pensar em tantos outros museus que ainda vão se perder. E já que não quero errar outra vez, proponho um acordo, você me manda o lugar onde mora, ou para onde está indo viajar e eu te indico um lugar cheio de história para visitar.

 

Ingrid Oliveira
Graduada em História pela UFJF

Dizeres em uma lápide encontrada no chão, em frente ao Palácio de São Cristóvão. Fonte: Arqueologia Egipcia

Texto e narração
Ingrid Oliveira

Edição:
Cafeína

Vozes no final
Cafeína e Leandro Pereira (Ergo Podcast)

Trilha
D. Pedro I: Independência Abertura

Matérias
Incêndio destrói Museu Nacional G1
Museu Nacional: impacto de incêndio é irreversível – InfoMoney

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